Os problemas do AÇÚCAR para a sua saúde

Blocos de açúcar empilhados com um fundo preto por trás.

Só para comentar, para escrever esse post eu realizei uma série de pesquisas, portanto muitas leituras, e todas as citações que tem nele e informações escritas por mim tem embasamento em artigos científicos e blogs como o Ciência Low Carb, eu não sou profissional da área de saúde e as informações contidas nesse post não substituem tratamento ou cuidados médicos e/ou nutricionais. 

Espero que gostem!


Uma verdade não tão compreendida

Como já é sabido pela maioria das pessoas, principalmente aquelas que frequentam esse site e já tem uma noção do que é saudável e o que faz mal para a saúde, o açúcar é um dos alimentos mais “perigosos”, por ser tanto prejudicial à saúde quanto viciante, e deve ser afastado de nossas refeições, de preferência permanentemente. Porém alguns ainda duvidam ou desconhecem o potencial adoecedor do açúcar e continuam seguindo uma alimentação rica nesse carboidrato, expondo a si e a sua família a doenças que podem levar até mesmo ao óbito.
Então, para ajudar aqueles que não conhecem os malefícios do açúcar e, ou, não tem consciência do quão devastadores são seus efeitos ao nosso corpo, nós escrevemos esse post onde nós resumimos até onde pode chegar a sua influência na nossa saúde.


Os problemas decorrentes do açúcar

1. Risco cardiovascular

Homem com as mãos no lado esquerdo do peito, em cima do seu coração.

Apesar de muitas pessoas, e alguns profissionais da área de saúde, considerarem a gordura saturada como grande causador das doenças cardiovasculares, conceito que é fortemente questionado e de certa forma refutado, por estudos prospectivos randomizados, que em breve serão abordados nesse blog, e para combater novamente essa falsa conclusão, em 2016, pesquisadores descobriram um enorme escândalo da indústria do açúcar, provando que o lobby do açúcar patrocinou a pesquisa falsa de Harvard em 1960, que destacou a gordura e o colesterol como as causas dietéticas das doenças coronarianas e subestimou a evidência de que o consumo de sacarose também era um fator de risco, o que nós sabemos não ser verdadeiro, sendo que, em 2014 pesquisas indicaram que o alto consumo de açúcar aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, para aqueles que consomem de 17 a 21% das calorias diárias na forma de açúcar o risco de morrer por doenças cardiovasculares é 38% maior do que aqueles que consomem apenas 8% das calorias de açúcar e o risco relativo mais que dobrou para quem consumia mais de 21% de calorias de açúcar.

Para acessar o artigo clique aqui.


2. Diabetes

O açúcar já é apontado como causador da diabetes, resistência a insulina e obesidade desde 1950, quando o pesquisador John Yudkin começou a conduzir estudos que indicaram para tal. Porém, o Lobby da indústria do açúcar esforçou-se ao máximo para financiar estudos epidemiológicos que contradissessem essa mensagem.

Em um estudo publicado no ano de 2013 chegou-se em uma conclusão inegável, o açúcar causa o diabetes independente do fator obesidade, para sua melhor compreensão, segue abaixo a tradução do artigo do The New York Times:

É o açúcar, pessoal.
MARK BITTMAN February 27, 2013, 9:47 pm

O açúcar é, de fato, tóxico. Não é o único defeito da dieta americana padrão, mas está rapidamente ficando claro que é um dos maiores problemas.

Um estudo publicado no dia 27 de fevereiro de 2013 na revista científica PLoS One liga o aumento no consumo de açúcar com o aumento das taxas de diabetes em 175 países na última década. E após levar em conta muitos fatores de confusão, os pesquisadores descobriram que um aumento na quantidade de açúcar na alimentação de uma população estava ligado a maiores taxas de diabetes independentemente das taxas de obesidade.

Em outras palavras, de acordo com o estudo, não é apenas a obesidade que leva ao diabetes: o açúcar pode causá-la também, independentemente da obesidade. E a obesidade, por sua vez, nem sempre leva ao diabetes.

O estudo demonstra isso com o mesmo grau de confiança que ligou o cigarro ao câncer de pulmão nos anos 1960. Como Robert Lustig, um dos autores do estudo e endocrinologista pediátrico na Universidade da Califórnia em San Francisco me disse, “é impossível realizar um estudo no mundo real que pudesse ser mais conclusivo do que este”.

O estudo controlou variáveis tais como pobreza, urbanização, idade, obesidade e atividade física. E controlou também o consumo de outros alimentos e as calorias totais. Em suma, controlou tudo o que era controlável, e satisfez os clássicos “critérios de Badford Hill” para o que é conhecido como inferência médica de causalidade: dose (quanto mais açúcar, mais diabetes), duração (se o açúcar está disponível há mais tempo, há mais diabetes), direcionalidade (não apenas o diabetes aumenta com mais açúcar, ele diminui com menos açúcar), e precedência (os diabéticos não passam a consumir mais açúcar; pessoas que consomem mais açúcar é que têm mais chance de tornarem-se diabéticas).

O ponto-chave deste artigo é “Cada aumento de 150 kCal/pessoa/dia em calorias totais correlacionou-se a um aumento de 0,1% em diabetes (não significativo), enquanto aumento de 150 kCal/pessoa/dia de açúcar (1 lata de refrigerante) estava associada com um aumento de 1,1% na prevalência de diabetes”. Assim, para cada lata de bebida adoçada com açúcar adicionada por pessoa, por dia, no sistema alimentar de um país, a taxa de diabetes sobe 1%.

Isto é tão bom (ou tão ruim) quanto é possível em um estudo, a coisa mais próxima de causa e efeito, o mais próximo de uma arma do crime que jamais veremos. (para “provar cientificamente” a causalidade, você teria que controlar completamente a dieta de milhares de pessoas por décadas. É, tecnicamente, tão impossível quanto “provar” o aquecimento global ou os danos cerebrais dos boxeadores ou, sob este aspecto, os cânceres provocados pelo tabaco). E, da mesma forma que as companhias de cigarro lutaram, ignoraram, mentiram e escamotearam na década de 1960 (e, de fato, até os anos 1990), os proponentes do açúcar farão o mesmo.

Mas, como diz Lustig, “este estudo é prova mais do que suficiente de que o açúcar é tóxico. Agora, é hora de fazer algo a respeito”.

Os próximos passos são óbvios, lógicos, claros, e são tarefa do FDA (agência americana que regula medicamentos e alimentos). A fim de cumprir sua missão, o FDA precisa responder a esta informação reavaliando a toxicidade do açúcar, chegando a um valor diário – quanto açúcar adicionado é seguro? – e idealmente removendo a frutose (a molécula “doce” no açúcar e que causa o dano) da lista de produtos “geralmente reconhecidos como seguros”, pois é isto que dá à indústria a licença para continuar contaminando nosso suprimento alimentar.

Em outro front, duas semanas atrás cientistas e defensores da saúde liderados pelo Centro para a Ciência em Prol do Interesse Público fizeram uma petição pública ao FDA para 1) estabelecer limites de segurança para o consumo de açúcar e 2) reconhecer que açúcares adicionados aos alimentos, ao invés de ainda permanecerem na lista de “geralmente considerados seguros”, deveriam ser declarados perigosos nos níveis em que são tipicamente consumidos (o FDA ainda não respondeu à petição).

Permitam-me resumir algumas coisas que o estudo do PLoS One esclarece. Talvez o mais importante, como vários cientistas têm insistido nos últimos anos, todas as calorias não são criadas iguais. Por definição, todas as calorias liberam a mesma quantidade de energia quando queimadas, mas nosso corpo trata as calorias do açúcar diferentemente, e esta diferença é danosa.

E, como Lustig lucidamente escreveu em “Fat Chance“, seu convincente livro de 2012 que trata das causas de nossa crise de saúde induzida pela dieta, está-se tornando claro que a obesidade em si não é a causa de nosso aumento dramático em doenças crônicas. Ao contrário, é asíndrome metabólica, que pode atingir pessoas de peso normal assim como obesos. A síndrome metabólica é o resultado da resistência à insulina, que parece resultar diretamente do consumo de açúcar adicionado. Isto explica o porquê da pouca discussão no mundo científico sobre os estudos que dizem que o sobrepeso não irá lhe matar. Tecnicamente, estes estudos estão corretos, pois a obesidade é um marcador de síndrome metabólica, e não a sua causa.

Em suma: não é simplesmente comer demais que pode lhe fazer doente; é comer açúcar demais. Nós finalmente temos a prova que precisávamos para um veredito: o açúcar é tóxico.


3. Alzheimer

Quebra cabeças escrito Alzheimer.

Em um estudo realizado em 2017, um estudo observacional que não cria relação causa e efeito mas que pode levantar hipóteses, publicado na Alzheimer’s & Dementia e relaciona o consumo de bebidas açucaradas com o menor volume cerebral e menor pontuação em testes de memória, sendo a diminuição do volume cerebral relacionado com o risco de desenvolvimento de Alzheimer.

Por ser um estudo observacional não se pode criar uma relação de causa e efeito com base nele, portanto para esclarecer a relação entre o consumo de açúcar e o alzheimer eu vou colocar logo abaixo um artigo escrito por Georgia Ede, psiquiatra e consultora de nutrição formada em Harvard, segue abaixo:

Evitar a doença de Alzheimer poderia ser mais fácil do que você pensa

A ciência ilumina a causa raiz dos problemas de memória.
Publicado em 07 de setembro de 2016

Você tem resistência à insulina?

Se você não sabe, não está sozinho. Essa talvez seja a pergunta mais importante que qualquer um de nós pode fazer sobre nossa saúde física e mental – a maioria dos pacientes, e até mesmo muitos médicos, não sabem como responder.

Aqui nos EUA, a resistência à insulina atingiu proporções epidêmicas: mais da metade de nós somos agora resistentes à insulina. A resistência à insulina é uma condição hormonal que define o estágio em todo o corpo para inflamação e supercrescimento, perturba o metabolismo normal do colesterol e da gordura e, gradualmente, destrói nossa capacidade de processar carboidratos.

A resistência à insulina nos coloca em alto risco para muitas doenças indesejáveis, incluindo obesidade, doenças cardíacas, câncer e diabetes tipo 2.

Mais assustadores ainda, os pesquisadores agora entendem que a resistência à insulina é a força motriz por trás da maioria dos casos de Doença de Alzheimer. 

O que é resistência à insulina?

A insulina é um poderoso hormônio metabólico que orquestra como as células acessam e processam nutrientes vitais, incluindo açúcar (glicose).

No corpo, uma das responsabilidades da insulina é destravar as células musculares e gordurosas para que elas possam absorver a glicose da corrente sanguínea. Quando você come algo doce ou amiláceo, que faz com que seu açúcar no sangue suba, o pâncreas libera insulina para levar o excesso de glicose para fora da corrente sanguínea e para dentro das células. Se o nível de açúcar no sangue e insulina aumentar muito, as células tentarão se proteger da superexposição aos poderosos efeitos da insulina, diminuindo sua resposta à insulina – elas se tornam “resistentes à insulina”. Em um esforço para superar essa resistência, o pâncreas libera mais insulina no sangue para tentar manter a glicose se movendo para as células. Quanto mais os níveis de insulina aumentam, mais células se tornam resistentes à insulina. Com o tempo, esse ciclo vicioso pode levar a níveis glicêmicos persistentemente elevados ou diabetes tipo 2.

Resistência à insulina e o cérebro

No cérebro , é uma história diferente. O cérebro é um devorador de energia que exige um suprimento constante de glicose. A glicose pode deixar livremente a corrente sanguínea, atravessar a barreira hemato-encefálica e até entrar na maioria das células cerebrais – não é necessária insulina. Na verdade, o nível de glicose no líquido cefalorraquidiano em torno do cérebro é sempre cerca de 60% mais alto que o nível de glicose na corrente sanguínea – mesmo que você tenha resistência à insulina – então, quanto maior o açúcar no sangue, maior o açúcar no cérebro.

Não é o caso da insulina – quanto mais altos os níveis de insulina no sangue, mais difícil se torna a penetração da insulina no cérebro. Isso ocorre porque os receptores responsáveis ​​pela escolta da insulina através da barreira hematoencefálica podem se tornar resistentes à insulina, restringindo a quantidade de insulina permitida no cérebro. Embora a maioria das células cerebrais não precise de insulina para absorver glicose, elas precisam de insulina para processar a glicose. As células devem ter acesso a insulina adequada ou não podem transformar a glicose em componentes celulares vitais e energia que precisam para prosperar.

Apesar de nadar em um mar de glicose, as células cerebrais, em pessoas com resistência à insulina, literalmente começam a morrer de fome . 

Resistência à insulina e memória

Quais células cerebrais vão primeiro? O hipocampo é o centro de memória do cérebro. As células do hipocampo necessitam de tanta energia para realizar seu importante trabalho, que muitas vezes precisam de reforços extras de glicose. Embora a insulina não seja necessária para deixar uma quantidade normal de glicose no hipocampo, esses surtos especiais de glicose requerem insulina, tornando o hipocampo particularmente sensível aos déficits de insulina.. Isso explica porque o declínio da memória é um dos primeiros sinais da doença de Alzheimer, apesar do fato de que a doença de Alzheimer eventualmente destrói todo o cérebro.

Sem insulina adequada, o hipocampo vulnerável luta para registrar novas memórias e, com o tempo, começa a murchar e a morrer. No momento em que uma pessoa percebe sintomas de “ Prejuízo Cognitivo Leve ” (pré-Alzheimer), o hipocampo já encolheu mais de 10%.

Doença de Alzheimer é Diabetes Tipo 3

As principais características da Doença de Alzheimer – emaranhados neurofibrilares, placas amilóides e atrofia das células cerebrais – podem ser todas explicadas pela resistência à insulina. Um escalonamento de 80% das pessoas com doença de Alzheimer tem resistência à insulina ou diabetes tipo 2 full-blown. A conexão entre a resistência à insulina e a doença de Alzheimer está agora tão firmemente estabelecida que os cientistas começaram a se referir à doença de Alzheimer como ” Diabetes Tipo 3 ” ..

Isso não significa que o diabetes cause a doença de Alzheimer – a demência pode atacar mesmo que você não tenha diabetes. É mais correto pensar assim: A resistência à insulina do corpo é diabetes tipo 2; resistência à insulina do cérebro é o diabetes tipo 3. São duas doenças separadas causadas pelo mesmo problema subjacente: resistência à insulina.

Você já está no caminho para a doença de Alzheimer?

Você pode se surpreender ao saber que a doença de Alzheimer começa muito antes de qualquer sintoma aparecer.

O problema do processamento do açúcar cerebral causado pela resistência à insulina é chamado de “hipometabolismo da glicose”. Isso simplesmente significa que as células cerebrais não têm insulina suficiente para queimar a glicose a plena capacidade. Quanto mais resistente a insulina você se torna, mais lento fica o metabolismo da glicose no cérebro. O hipometabolismo da glicose é um marcador precoce do risco de doença de Alzheimer, que pode ser visualizado com estudos especiais de imagens cerebrais, chamados exames PET. Usando esta tecnologia para estudar pessoas de diferentes idades, os pesquisadores descobriram que a doença de Alzheimer é precedida por décadas de agravamento do hipometabolismo da glicose..

O metabolismo da glicose no cérebro pode ser reduzido em até 25% antes que qualquer problema de memória se torne óbvio. Como um psiquiatra especializado no tratamento de estudantes universitários, acho positivamente assustador que os cientistas tenham encontrado evidências de hipometabolismo da glicose no cérebro de mulheres de até 24 anos de idade.

Verdadeira esperança para o seu futuro

Costumávamos nos sentir impotentes diante da doença de Alzheimer, porque nos disseram que todos os principais fatores de risco para essa doença devastadora estavam além do nosso controle: idade, genética e histórico familiar. Nós estávamos sentados como patos, vivendo com medodo pior – até agora.

A má notícia é que a resistência à insulina tornou-se tão comum que as chances são de que você já tem em algum grau.

A boa notícia é que a resistência à insulina é um importante fator de risco para a doença de Alzheimer que você pode fazer alguma coisa.

Comer muitos dos carboidratos errados com muita frequência é o que faz com que o açúcar no sangue e os níveis de insulina subam, colocando-nos em alto risco de resistência à insulina e à doença de Alzheimer. Nossos corpos evoluíram para lidar com fontes alimentares integrais de carboidratos, como maçãs e batatas-doces, mas eles simplesmente não estão equipados para lidar com carboidratos refinados modernos, como farinha e açúcar. Simplificando, os carboidratos refinados causam danos cerebrais .

Você não pode fazer nada sobre seus genes ou quantos anos você tem – mas certamente pode mudar o modo de comer. Não se trata de comer menos gordura, menos carne, mais fibras ou mais frutas e vegetais. Mudar a quantidade e o tipo de carboidrato que você come é onde o dinheiro está.

3 passos que você pode tomar agora para minimizar o risco de doença de Alzheimer:

1. Descubra como você é resistente à insulina.

Seu médico pode estimar onde você está no espectro de resistência à insulina usando testes de sangue simples, como glicose, insulina, triglicérides e níveis de colesterol HDL, em combinação com outras informações, como medição da cintura e pressão arterial. No meu artigo este artigoIncluo um PDF para download de testes com intervalos de segmentação saudáveis ​​para você discutir com seu médico e uma fórmula simples que você pode usar para calcular sua própria resistência à insulina.

2. Evite carboidratos refinados como a peste, começando agora.

Mesmo se você ainda não tem resistência à insulina, você permanece com alto risco de desenvolvê-lo até que você chute hidratos de carbono refinados, como bagels, caixas de suco e barras de granola para o meio-fio. Para definições claras e uma lista de alimentos refinados para evitar, clique aqui.

3. Se você tem resistência à insulina, observe a ingestão de carboidratos.

Infelizmente, as pessoas com resistência à insulina precisam ter cuidado com todos os carboidratos, não apenas os refinados. Substitua a maioria dos carbohidratos no seu prato com gorduras e proteínas saudáveis ​​e deliciosas para proteger o seu sistema de sinalização da insulina. O infográfico abaixo fornece as principais estratégias necessárias para normalizar os níveis de açúcar no sangue e insulina.

Você pode exercer um tremendo poder sobre a resistência à insulina – e seu futuro intelectual – simplesmente mudando a maneira de comer. Testes laboratoriais para resistência à insulina respondem surpreendentemente rapidamente a mudanças na dieta – muitas pessoas vêem melhorias dramáticas em seus níveis de açúcar no sangue, insulina e triglicerídeos em apenas algumas semanas.  

Se você já tem alguns problemas de memória e acha que é tarde demais para fazer algo sobre isso, pense novamente! Este estudo de 2012mostrou que uma dieta rica em carboidratos e com alto teor de gordura melhorou a memória em pessoas com “Prejuízo Cognitivo Leve” (Doença de Pre-Alzheimer) em apenas seis semanas.

Sim, é difícil remover os carboidratos refinados da dieta – eles são viciantes, baratos, convenientes e deliciosos – mas você pode fazê-lo. É principalmente sua dieta, não seu DNA, que controla seu destino. Você não precisa ser um pato sentado esperando para ver se a Doença de Alzheimer acontece com você. Armado com essa informação, você pode ser um pato proativo, nadando, ostentando um grande e bonito hipocampo que consegue manter cada um dos seus mármores pelo resto de sua vida.

Atualizações:  Para mais informações, assista a minha  apresentação em vídeo sobre comida e doença de Alzheimer gravado no LowCarbUSA San Diego ou ouvir a gravação de áudio gratuita


4. Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA)

O acúmulo excessivo de triglicerídeos (TG) no fígado, na ausência de consumo significativo de álcool, é a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). A DHGNA é um fator de risco para o desenvolvimento da cirrose, um risco significativo, e é um preditor independente de doença cardiovascular. As bebidas contendo xarope de milho rico em frutose (HFCS) foram associadas a anormalidades metabólicas e contribuíram para o desenvolvimento da DHGNA em testes em humanos.

 Os carboidratos ingeridos são um importante estímulo para a lipogênese hepática de novo (DNL)(o nome é lipogênese hepática de novo) e têm maior probabilidade de contribuir diretamente para a DHGNA do que a gordura na dieta.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Sydney no Hospital Westmead, na Austrália, a doença crescente está relacionada à obesidade, resistência à insulina, síndrome metabólica e diabetes tipo 2. E muitas pessoas com a doença não sentem os sintomas.


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5. O vício

Nessa parte eu poderia ser muito breve e escrever quais os hormônios que o açúcar, os carboidratos no geral, ativam no nosso organismo e finalizar nisso, mas, para ser mais claro, mais convincente e informar melhor, eu colocarei aqui um artigo da revista GQ, que saiu na editora Globo, sobre o potencial de vício dos carboidratos. Segue o artigo abaixo:

Mas lembrem-se o índice glicêmico do pão preto é igual ao do pão branco e ambos são maiores do que o índice do açúcar puro (sacarose). Não acredita? Veja aqui. Veja também o índice dos cereais e do arroz – no final, é tudo açúcar. E a farinha de arroz também não pode ser perdoada.

Carboidratos viciam mais do que cocaína?

O desejo incontrolável por pizza e sorvete pode ser seu corpo gritando por socorro. Será que você é um dependente?
Por Paul John Scott e Thaís Cavalheiro

A edição de setembro da GQ traz grátis um suplemento especial de 66 páginas sobre saúde e bem-estar. Uma de nossas matérias especiais na edição pergunta se “é possível os carboidratos viciarem mais do que cocaína?”. A resposta é assustadora. Leia… 
Estou em um estabelecimento que vende drogas. Observo uma fila de pessoas no balcão, comprando livremente uma mercadoria que, para algumas, poderá se transformar (se ainda não se transformou) em um vício capaz de arruinar sua vida. Quem sabe você esteja no mesmo caminho. O problema nem sempre é evidente: nada que se compare ao massacre associado à cocaína ou ao álcool. É um vício que demora a se revelar, mas com percurso igualmente traiçoeiro. O lugar é uma padaria. E, certamente, aqui vende-se saladas e produtos light. Mas por que a oferta de bolos e docinhos supera a de alimentos saudáveis? Porque os carboidratos – assim como a cocaína – dão barato. E esse barato pode levar à fissura quando se fica muito tempo sem uma “dose”. Só que, diferentemente da cocaína, o consumo de carboidratos faz mais do que estabelecer novas conexões no sistema neurológico: o corpo sofre uma espécie de curto-circuito. Nosso metabolismo normalmente armazena energia para ser usada como combustível. Só que calorias não queimadas viram estoque de gordura. Quando a fome bate, você não fica doido para comer o que estiver à mão, mas deseja as mesmas besteiras cheias de calorias que o levaram à dependência. Pense nesse efeito como o de uma droga.

Em defesa dos carboidratos: a recomendação internacional defende que esses nutrientes componham 30% das refeições principais. Sob forma de amidos e açúcares, estão em pães, cereais, massas, frutas, doces, sucos e cerveja – basicamente qualquer coisa que não seja proteína ou gordura. “Mas você pode passar a vida toda sem ingerir um único carboidrato – exceto aquele do leite materno ou da diminuta quantidade da carne – e provavelmente viverá bem”, afirma Gary Taubes, autor do livro Boas Calorias, Más Calorias (Good Calories,Bad Calories, inédito no Brasil).
Dormindo, o organismo queima gordura
Açúcar e amido fornecem energia em forma de glicose, fonte para as células vermelhas do sangue – e também a preferida pelo cérebro. Na falta de glicose, o organismo queima gordura para gerar energia. É o que acontece enquanto você dorme, sem comer por oito horas. “O cérebro necessita de carboidratos como combustível”, diz Taubes (que acaba de lançar Por que Engordamos (Why We Get Fat, também inédito aqui). “Mas o corpo é perfeitamente capaz de buscar energia nas proteínas, nos vegetais e na gordura animal.” Como escreveram doutores da Universidade Harvard no Journal of the American Medical Association, “carboidratos são nutrientes absolutamente desnecessários para o ser humano”.
Dependência
O problema não está exatamente nos carboidratos, mas na dependência que estabelecemos deles. Ao ativar áreas do cérebro ligadas ao prazer, eles derrubam nossas defesas contra a comilança desenfreada e nos deixam gordos e mal nutridos. Quanto mais comemos alimentos ricos em carboidratos, mais queremos comer – o processo é semelhante ao das drogas viciantes. Em 2007, um experimento feito com ratos na Universidade de Bordeaux, na França, mostrou que, quando os bichos podiam escolher entre cocaína intravenosa e um adoçante, 94% preferiram o substituto do açúcar. A conclusão foi a de que a doçura intensa funciona, para os receptores cerebrais, como um estímulo maior do que o da cocaína, de tal forma que, ao chegar ao centro de recompensa cerebral, suprime os mecanismos de autocontrole, levando à dependência.
Sintomas de abstinência
Nicole Avena, especialista em neurociência comportamental da Universidade da Flórida (EUA) que se dedicou à análise de cobaias alimentadas com açúcar, afirma que o consumo de doces leva ao desejo compulsivo e a sintomas de abstinência. Isso porque tanto carboidrato como cocaína e anfetamina envolvem os mesmos circuitos cerebrais sob o comando do sistema nervoso central. Alimentos altamente calóricos injetam no sangue dopamina, neurotransmissor que, ao atingir o centro de recompensa do cérebro, gera um efeito imediato de bem-estar e felicidade – o mesmo que causa a dependência química. Tudo o que dá prazer, guloseima ou droga, aciona uma rede complexa de neurônios que, ao ser ativada, reconhece a sensação agradável, cristaliza-a na memória e provoca a repetição do gesto.

Como a natureza é sábia, a sensação de prazer associada à macarronada ou ao sorvete é a arma do cérebro para garantir que não falte energia para o corpo funcionar. Assim que você põe na boca um alimento calórico, começa a produção da dopamina. “Esse mecanismo é fundamental para nossa sobrevivência”, explica Paulo Jannuzzi Cunha, neuropsicólogo do Laboratório de Investigações Médicas do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). “O consumo de carboidratos provoca um prazer intenso que vai embora rápido, o que leva ao desejo de ingerir aquilo de novo para ter de volta a satisfação perdida.”
Ação da dopamina
“Brigadeiro e pão francês, por exemplo, ativam o centro de recompensa de maneira tão rápida e intensa que a mensagem de saciedade é simplesmente ignorada pelo cérebro”, continua Cunha, especialista em comportamentos impulsivos. Resultado: você continua a se empanturrar. E, assim como acontece com dependentes de drogas, o córtex pré-frontal (centro moral do cérebro) não consegue se sobrepor à ação da dopamina. Assim, o que prevalece é a memória da satisfação proporcionada pela guloseima, na região do hipocampo. E aí tudo o que você quer é, mais uma vez, cair de boca nos bombons e nos sonhos de padaria para ter bem-estar. “Não é o caso de declarar guerra ao carboidrato”, enfatiza o neurologista. “O importante é controlar o impulso, adiar a gratificação e evitar o imediatismo.”
Receptor prejudicado
Se você adotar uma dieta pobre nesse nutriente, seu corpo vai queimar estoques de gordura. Já comer carboidratos em grande quantidade (principalmente os refinados, como açúcar, farinha branca e refrigerantes) obriga o pâncreas a liberar cada vez mais insulina. Esse hormônio, como uma chave que se encaixa com perfeição na fechadura, se liga a seu receptor localizado na membrana da célula e “abre a porta” para a passagem da glicose. A ingestão excessiva de carboidratos prejudica o funcionamento do receptor, pois em altas doses a glicose desequilibra a fabricação de insulina e modifica a própria membrana das células, que passam a negar a entrada do açúcar. Ele, então, sobra na circulação e acaba armazenado em forma de gordura.
Pré-diabetes
Para piorar, o tecido adiposo favorece a resistência à insulina – o chamado pré-diabetes. Em altas doses, esse hormônio não apenas predispõe o corpo a estocar gordura, mas dificulta sua queima e aciona uma fome de leão. Para saciá-la, você não come qualquer coisa, mas algo rico em… açúcar e farinha. Os cartéis de droga apenas sonham com um narcótico que crie um ciclo de dependência tão poderoso (e pernicioso) quanto o dos pós brancos que guardamos na despensa. Este ano, o americano Robert Lustig, endocrinologista da Universidade da Califórnia (EUA), foi capa da revista do New York Times defendendo restrições à venda de doces e refrigerantes, como acontece com álcool e cigarros, por causarem igual dependência. Lustig foi além ao afirmar que, como a frutose, o açúcar das frutas, produz um efeito nocivo sobre o fígado comparável ao das bebidas alcoólicas (por causa do mesmo tipo de metabolização), deveríamos limitar o consumo de sucos. Para ele, as frutas são saudáveis por conterem fibras, mas seu suco, nem tanto.
Índice glicêmico
A nutricionista brasileira Anna Castilho, especializada em reeducação alimentar, lembra que carboidratos têm papel importante na recuperação e no crescimento muscular. A insulina liberada por pães e massas transporta os aminoácidos (“tijolos” de proteínas) para as células musculares, melhorando o desempenho. Em vez de banir os carboidratos, diz Anna, fique de olho no índice glicêmico (IG), medida que indica a velocidade com que a glicose é liberada no sangue assim que se ingere um alimento. Quanto mais alto o IG (caso de biscoitos, arroz e pão brancos), mais rápidas a digestão, absorção e sensação de fome. Alimentos com baixo IG (como cereais, pão e arroz integrais, verduras e legumes), ao contrário, retardam o esvaziamento gástrico e prolongam a saciedade.
É possível livrar-se da dependência dos carboidratos? Segundo Gary Taubes, não nos resta alternativa a não ser tentar. “Há evidências de que a fissura acaba depois de um tempo, mas é difícil precisar se isso acontece em semanas ou anos”, afirma. O assustador é que, como um viciado em recuperação, você provavelmente nunca estará 100% curado e ainda correrá o risco de recaídas.


Conclusão:

O Açúcar deveria ser controlado da mesma forma que o álcool e o cigarro a fim de proteger a saúde pública, de acordo com um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), que afirmam, em um novo relatório, que o açúcar está produzindo uma pandemia global de obesidade e contribuindo para 35 milhões de mortes anualmente por doenças não transmissíveis tais como diabetes, doença cardíaca e câncer.

Portanto pode-se chegar a conclusão de que o açúcar, além de ser calorias vazias, é toxico e pode levar à obesidade, cirrose, alzheimer, doenças cardiovasculares, diabetes e ao vício.

É importante que você perceba que, uma vez ingeridos, farinha, batata, arroz, amido de milho, mel,fécula de mandioca e de batata, enfim, qualquer tipo de amido transforma-se em açúcar. Então, para que você evite os problemas causados pelo açúcar é necessário que você consuma o minimo possível de carboidratos refinados, ou até mesmo nada.

Depois de escrever esse artigo e ler tantos outros o meu medo do açúcar aumentou, e muito.


Como abandonar o consumo de açúcar?

Depois de trilhar esse longo caminho de leitura você já deve ter se convencido a respeito dos malefícios do açúcar e, com certeza, deve querer mudar sua alimentação imediatamente, eu mudaria se eu já não o tivesse feito, e deve estar se perguntando “O que eu faço sem o açúcar?” ou “Como eu adoço sem o açúcar?” e até mesmo “O que serão dos meus doces?”.

Adoçante não é tudo igual…

OS adoçantes químicos possuem diversos efeitos ao nosso corpo, falaremos disso em outro post desse blog; senão esse ficaria muito extenso; e alguns dos adoçantes naturais, como a frutose e a maltodextrina, possuem alto índice glicêmico, portanto não diferem muito do açúcar, e outros possuem efeitos, indesejados, no nosso organismo.Enfim, quando o post sobre adoçantes estiver pronto eu coloco o link aqui.

Para responder essas perguntas eu venho te trazer a felicidade de saber que a Natufood possui adoçantes naturais, de baixo índice glicêmico e baixa absorção; podendo ser usados em preparos quentes e frios; inclusive um que carameliza e adoça igual ao açúcar e outro que adoça 10x mais que o açúcar, eles foram desenvolvidos no intuito de serem seguros para qualquer pessoa, até mesmo para diabéticos, e são produzidos à base de polióis, fibras pré-bióticas e edulcorantes naturais, como a stévia e a taumatina, com estudos aprofundados a respeito de suas propriedades e efeitos para o nosso organismo.


Fontes:


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